Esta técnica de zu ate (atemi com a cabeça), utilizará a parte lateral da cabeça ( a parte superior do osso parietal); é, portanto, um yoko zu ate.
- Tori e uke encontram-se frente a frente em gyaku hanmi. Uke está em migi hanmi e tori em hidari hanmi.
- Uke desloca-se para o tori ligeiramente fora da linha de ataque, agarra o seu braço esquerdo e torce-o.
- Tori não se opõe a este movimento e deixa o seu corpo girar para fora na direção do torcer.
- Tori estica o seu braço esquerdo e comprime-o contra o seu rabo.
- Tori agarra o seu pulso direito com a mão esquerda e comprime estes agarros contra o seu corpo.
- Tori dá um grande passo para trás com o seu pé direito, passando por debaixo dos braços do uke.
- Tori baixa as ancas profundamente e aplica, com a parte lateral da cabeça, uma pancada às costelas flutuantes do uke.
- Tori volta a colocar o seu tronco do lado de onde veio sem, contudo, retirar a perna de onde se encontra.
- Tori endireita o seu tronco, estende a barriga para fora, e roda as ancas num grande movimento, tendo o cuidado de não retirar os pés de onde se encontram.
- A rotação das ancas irá bloquear o direito do uke e este sofrerá uma grande pressão que o desequilibrará.
- Uke cai para trás de tori e tori permanece em zanshin.
- Repetir para o lado contrário.
Dicas:
É com a mão do braço que está a ser torcido que devemos agarrar o nosso outro pulso. Se não agarrarmos o nosso pulso, o uke poderá ter uma oportunidade de puxar o braço para cima, com a intenção provocar uma luxação no cotovelo ou mesmo quebrá-lo.
Ao rodar o corpo para fora quando tori nos torcer o braço, é importante rodá-lo para fora da linha de ataque pois este movimento, além de ser mais lógico, irá desequilibrar o parceiro.
Para se poder aplicar o atemi eficazmente, tori tem de baixar as ancas profundamente. Desta forma, não terá de se dobrar (o que iria enfraquecer a aplicação do atemi) e também tori ficará mais estável numa posição que é comprometedora por estar à frente do uke.
É essencial voltar a colocar o tronco do lado de fora do agarro, pois projectar o parceiro com o ombro por debaixo dele é praticamente impossível porque todo o peso do parceiro poderá ser colocado em cima do nosso ombro.
Para poder projectar com kokyu, esticar bem o estômago para fora e rodar as ancas amplamente.
Tori: Tristão da Cunha, 8º Dan
Uke: Gil Vargas, 3º Dan
Filmagens: Rui Pessoa Pires
Não praticar sem a presença de um professor.
Todas as pessoas envolvidas nos nossos vídeos e livros técnicos, autorizaram por escrito a utilização das suas imagens.
No dia 19 de Setembro deste ano, foram examinados para shodan António Painha e Ricardo Brites. Estes dois praticantes começaram a prática há mais de 3 anos e têm evoluído muito através da sua prática assídua.
O seu exame correu suavemente, sem problemas nem dificuldades, apesar de ter havido um periodo de paragem forçada, por causa da pandemia.
Também o Nuno Sousa passou para nidan, depois de um exame exemplar e muito fluido.
Estes três praticantes estão de parabéns. A dedicação ao treino destes 3 alunos teve muitos bons resultados e por isso é realmente um prazer para mim pronunciar as novas graduações dos mesmos.
Ganbatte! - continuem a perseverar! - como dizem os japoneses.
Na fila da frente da esquerda a direita, Ricardo Brites, Nuno Sousa, Tristão da Cunha e António Painha.
A meio de Agosto haverá o habitual estágio de verão. Todo o estágio será na Aiki En, a não ser que as instalações do Pavilhão Desportivo Municipal de Estremoz já estejam abertas e haja licença para ali fazer alguns treinos de taijutsu.
Caso se mantenha a presente situação o estágio poderá vir a ser cancelado.
Caso não se cancele o estágio e não se possa treinar no pavilhão desportivo, será inteiramente realilzado na Aiki-En, ao ar livre, e será inteiramente de buki waza: tentaremos rever todo o currículo de armas.
O professor Nelson Mota entregou, no sábado passado, os novos passaportes da APASD.
Estes passaportes foram ligeiramente modificados, e por isso irão encontrar novas secções como ‘Estágios de outros Budo’, uma secção para averbar o pagamentos das quotas federativas e associativas e uma secção para os responsáveis técnicos ou dojo cho.
Para evitar o gasto desmedido dos passaportes e para responsabilizar mais que os detém, foi decidido cobrar uma pequena quantia - 5 € - por passaporte.
Os dojo cho terão de viajar à Aiki En para os obter, sendo que já há passaportes disponíveis nos seguintes dojo: Honbu dojo, Takemusu Aiki Dojo de Torres Vedras e Estremoz Aikishurendojo.
Também, o professor Nelson recebe encomendas para os símbolos de Iwama Shin Shin Aikishurenkai, para colocar nos keikogi, e também shuriken.
No passado sábado, o Estremoz Aikishurendojo recebeu a visita do dojo de Torres Vedras, Takemusu Aiki dojo, organizada pelo professor Nelson Mota.
O treino, como todos os sábados, foi no Ginásio Vybe, na zona industrial de Estremoz. Este treino foi dirigido aos principiantes, e por isso houve ensinamentos sobre etiqueta com armas, suburi de Aiki ken e Aiki jo e técnicas básicas de taijutsu.
Depois do treino, houve um almoço na Aiki En, oferecido pelo dojo de Torres Vedras.
Foi com grande alegria que também tivemos a companhia do Dr. Manuel Morais Costa, praticante de longa data e benemérito da APASD.
Muito obrigado pela visita e bem haja ao Professor Nelson Mota.
No final de fevereiro, a Aiki En terá frango do campo para venda.
Os frangos são da raça Preta Lusitana, uma das 4 raças de galinhas portuguesas e em perigo de extinção. Como nasceram demasiados machos, teremos de vender.
"A galinha Preta Lusitânica é muito estimada e apreciada pela qualidade e delicadeza da sua carne, pela sua notável aptidão como poedeira e chocadeira e pela sobriedade e elegância da sua plumagem negra. “ Amiba
Estes frangos são frangos que vivem no campo, pastam no campo e comem comida biológica. O preço que a Aiki En está a fazer o preço, é de 6,00€ por frango, com miúdos. Sabemos que o preço do frango biológico está mais caro, mas como a Aiki En ainda está em processo de conversão para produção biológica, venderemos simplesmente como frango do campo.
Temos somente 17 frangos para venda, desta vez. Em breve também teremos das outras raças lusitanas.
Frangos da Raça Preta Lusitana, na Aiki En em Estremoz
Qual a diferença dos nossos frangos?
Como cresceram:
com a luz do sol
com ar fresco
livres na pastagem
pastagem organica, natural, sem pesticidas
Também,
sem antibióticos
sem hormonas
sem comida artificial
São, por isso, os nossos frangos estão livres de antibióticos e de hormonas, têm uma carne saudável, e são produzidos numa quinta que não polui o meio ambiente.
São frangos de raças lusitanas, em extinção e a sua criação na quinta está a ajudar a proteger e a presevar os seus genes.
Ao ser tratados duma forma humana, com uma qualidade de vida optima, sem stress, são frangos que darão uma carne saudável para si e para a sua família.
Este é o segundo verão em que fazemos o estágio na Aiki En, em vez de Campilhas, como era costume. Isto deve-se a que na quinta agora há muitos animais e por isso não se pode abandonar durante 3 ou 4 dias, para acamparmos em Campilhas.
Embora não tenhamos a barragem para os treinos dentro na água e para desfrutar de nadar, temos na quinta um pequeno tanque que também satisfaz.
Este ano, tal como no ano passado, tivemos uma grande participação de praticantes do dojo de Paris e de Santiago de Compostela. Aliás estiveram os próprios mestres, o mestre Julien Dubergey e o mestre José Veiga, antigos alunos de Morihiro Saito Sensei e de Hitohira Saito Sensei.
Foi num clima de muito calor durante o dia, mas de noites espectaculares com muita luz da lua e muitas estrelas cadentes, que treinámos ferozmente durante durante 3 dias.
No último dia, como estava muito calor para treinar fora os kumitachi, como estava previsto, foi dado a escolher entre hojojutsu e ninja no waza. “Ninja no waza”, gritaram todos em conjunto. E assim foi. Uma hora e meia de treino de técnicas antigas ensinadas pelo grande mestre Morihiro Saito, que todos, pelos vistos, desfrutaram muito.
O estágio realizou-se não só no dojo da Aiki En, como ao ar livre e também no Ginásio Vybe, em Estremoz.
Apareceram alguns antigos alunos e por isso o convívio também foi bom e muito familiar.
Foi publicado mais um vídeo de parte do sistema técnico da APASD, para ajudar os que estão a estudar para o exame de 6º kyu.
Com as técnicas expostas neste vídeo, estamos certos de que poderão compreender melhor o 6º Kyu.