- Tori e uke encontram-se de pé. Ambos estão em ai hanmi. Ambos estão em migi hanmi.
- Uke aproxima-se de tori e agarra-o por detrás, envolvendo o seu corpo com ambos os braços.
- Logo que se sinta agarrado, tori, inspira, expandindo a sua caixa torácica, e arqueia os braços com um movimento amplos, rodando as mãos para dentro.
- Tori pisa o pé dianteiro do uke (direito), com o seu pé direito, usando o calcanhar [kakato].
- Tori levanta os ombros e os braços, de forma a que o agarro do uke suba.
- Antes que o uke possa agarrar o seu pescoço, tori desliza para baixo e para a direita, colocando o seu joelho direito no chão, deixando o seu pé esquerdo em frente ao pé direito do uke.
- Ao baixar, tori agarra os braços do uke e, com um movimento em espiral para a direita e para baixo, corta o corpo do uke para baixo e para fora, projectando-o para o tatami.
- Repetir para o outro lado.
Dicionário:
Kakato: calcanhar; pisar com o calcanhar.
Dicas:
Não retirar o pé esquerdo da frente do uke, pois assim ele, além de ser projectado para fora, também irá tropeçar nele.
O kakato também pode ser usado em técnicas de maegeri.
Kakato: calcanhar.
Tori: Tristão da Cunha, 8º Dan
Uke: Gil Vargas, 3º Dan
Filmagens: Rui Pessoa Pires
Fotografia: por Tristão da Cunha
Modelos: Mónica de Sousa, 6º Dan e Marko Tomatis, 4º Dan
Gil Vargas, 3º Dan
Não praticar sem a presença de um professor.
Todas as pessoas envolvidas nos nossos vídeos e livros técnicos, autorizaram por escrito a utilização das suas imagens
Mestre Mónica Sousa, 6º Dan e Marko Tomatis Antigo Honbu dojo, na Lapa, Lisboa
- Tori e uke encontram-se de pé, em gyaku hanmi. Tori está em hidari hanmi e uke em migi hanmi.
- Uke aproxima-se e agarra o pulso direito de tori com a sua mão direita.
- Tori abre os dedos das mãos, desloca o seu pé esquerdo para a frente e para o lado esquerdo e coloca o seu direito frente ao esquerdo, assumindo migi hanmi.
- Ao mesmo tempo, tori aplica um atemi à cara do uke, com a sua mão direita.
- Tori agarra o pulso do uke, por debaixo, com a sua mão direita.
- Quando o agarro do uke é muito forte, podemos enfraquece-lo, logo a seguir ao atemi e ao agarro, aplicando um keri waza ao seu joelho usando ou maegeri ou yokogeri.
- Prosseguir a técnica com shiho nage omote, tal como foi explicado antes neste blogue.
Repetir para o lado contrário.
Dicionário:
Yokogeri: pontapé lateral. Com este pontapé, usamos o cutelo do pé, sokuto [soku: pé; tô: cutelo, lâmina], para bater.
Dicas:
Treinar os pontapés de forma a que parem antes de atingirem o parceiro. Durante os treinos, evitar sempre causar d anos físicos ao parceiro.
Sokuto, o cutelo do pé, também pode ser usado para golpear o joelho do aité.
Tori: Tristão da Cunha, 8º Dan
Uke: Gil Vargas, 3º Dan
Filmagens: Rui Pessoa Pires
Fotografia: por Tristão da Cunha
Modelos: Mónica de Sousa, 6º Dan e Marko Tomatis, 4º Dan
Gil Vargas, 3º Dan
Não praticar sem a presença de um professor.
Todas as pessoas envolvidas nos nossos vídeos e livros técnicos, autorizaram por escrito a utilização das suas imagens
- Tori e uke encontram-se de pé, frente a frente, em ai hanmi. Ambos encontram-se em hidari hanmi.
- Uke aproxima-se de tori e agarra o seu peito, pelo keikogi, com a sua mão esquerda.
- Tori rapidamente agarra a mão esquerda do uke, por cima, com a sua mão esquerda e o pulso, por debaixo, com a sua mão direita.
- Tori aplica um maegeri à bexiga ou partes baixas , com o seu pé de trás, neste caso o esquerdo. Este ataque, tal como para o keri waza #1 (ikkyo omote) também pode ser feito com o dorso do pé [haisoku].
- Tori, já tendo agarrado firmemente a mão e o pulso do uke, torce ambos para a esquerda e depois de libertar um pouco o agarro do uke, torce a mão para a esquerda e o pulso para a direita.
- Tori força o pulso do uke a dobrar, dobrando também o seu cotovelo e, com a dor, obriga-o a ir para o chão.
- Tori completa a técnica com nikyo ura waza, já antes explicada neste blogue.
- Repetir para o outro lado.
Dicionário:
Haisoku: dorso do pé
Dicas:
Podemos aplicar maegeri com qualquer pé, mas com o pé de fora é mais fácil, pois o pé de dentro poderá bater na perna do uke.
Ter o cuidado de aprender a libertar a mão do uke do nosso keikogi pois, ao agarrar, os seus dedos ficam presos no enchumaço do agarro; seguir as indicações acima, para aplicar esta técnica.
O maegeri também pode ser aplicado de baixo para cima, batendo nas partes baixas do uke, usando o dorso do pé (haisoku).
Estes quatro últimos artigos, debruçam-se sobre keri waza: técnicas de pontapés. Tenham cuidado para não se referirem a este conjunto de técnicas como ´geri waza´, pois significa técnicas de diarreia.
- Tori e uke encontram-se em ai hanmi. Ambos estão em hidari hanmi.
- A distância entre os dois é a distância de prática para técnicas tipo omote.
- Tori baixa as ancas e avança poderosamente na diagonal para a esquerda do uke, ao mesmo tempo que ataca a sua cara com o tegatana esquerdo.
- Tori agarra o cotovelo esquerdo do uke, por debaixo.
- Com este movimento, tori desequilibra o uke para trás.
- Assim que faz contacto com o braço do uke e o desequilibra, tori agarra firmemente o seu pulso esquerdo.
- Tori ´corta´ o braço do uke para baixo e para a esquerda, com um movimento em espiral..
- Tori levanta o seu joelho direito e aplica um mae geri à cara ou ao flanco do uke.
Para aplicar maegeri, treinar levantar e recolher os dedos do pé de forma a bater com a base dos dedos, principalmente a base do dedo grande.
- Assim que tori aplique o pontapé, deve entrar imediatamente entrar com o mesmo pé, por debaixo do corpo do uke, com vigor e também empurrar o seu braço para o lado e para baixo, “Como uma lança a perfurar o centro da terra.” [kuden]
- Tori acaba a técnica colocando o seu joelho direito no chão, ao mesmo tempo que o seu ombro bate contra o tatami. O controle final da técnica já foi explicado em artigos anteriores sobre o ikkyo.
Dicionário:
Hojoundo: Hojo significa complementar(es); undo significa exercícios [exercícios complementares].
Maegeri: Mae significa frontal; geri vem de keri, pontapé [pontapé frontal].
Makiwara: Maki significa um rolo, uma coisa enrolada; wara significa palha [tradicionalmente, os murros e pontapés são condicionados batendo contra um objecto de palha].
Dicas:
Saito sensei disse: “Baixar as ancas é importante para TODAS as técnicas do aikido!” Se baixarmos as ancas no momento do ataque, poderemos agarrar bem o seu cotovelo por debaixo e assim desequilibrar o uke com mais facilidade.
Ao entrar com o pé esquerdo, Tori acompanha o movimento com o seu pé direito.
Ao cortar o braço do uke para baixo, tori ficará mais estável se corrigir o seu pé direito, deslocando-o um pouco para a direita, de forma a que possa ajustar as ancas, para ficarem paralelas à linha do braço do uke.
O pontapé só é possível se o parceiro estiver desequilibrado. Por esta razão é que se deve primeiro "cortar o braço do aité para baixo, com um movimento espiral."
É importante praticar hojoundo, de forma a condicionar tantos as mãos como os pés, para uma correcta aplicação do atemi. Neste caso, a prática de makiwara é importante.
A mestre Mónica Sousa a aplicar esta técnica.
Tori: Tristão da Cunha, 8º Dan
Uke: Gil Vargas, 3º Dan
Filmagens: Rui Pessoa Pires
Fotografia: por Tristão da Cunha
Modelos: Mónica de Sousa, 6º Dan e Marko Tomatis, 4º Dan
Gil Vargas, 3º Dan
Não praticar sem a presença de um professor.
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Quando se sabe fazer bem o dai ikkyo ura waza, o dai sankyo ura waza fica mais fácil.
- Uke e Tori encontram-se de pé, frente a frente, em ai hanmi. Ambos estão em hidari hanmi.
- Tori golpeia a cara do uke com o seu tegatana esquerdo, dá um passo para a frente, colocando o seu pé direito diante do pé esquerdo do uke e agarra o cotovelo esquerdo do uke por debaixo, com a sua mão direita.
- Tori desequilibra o uke para baixo e para fora, em espiral.
- Tori coloca o seu braço direito a controlar o ombro e braço esquerdo do uke, ao mesmo tempo que agarra a mão esquerda do uke, com a sua mão direita.
- Tori, mantendo ainda o desequilíbrio do uke com o seu braço, e depois de agarrar a mão do uke, agarra os seu dedos com a mão de fora (neste caso a esquerda).
- Tori baixa as ancas para ganhar poder e mais equilíbrio e torce, com ambas as mãos, a mão e pulso do uke contra o seu centro.
- O uke, com a dor, reage e salta para cima com dor.
- Tori aproveita a reação do uke e dá um passo para trás primeiro com o seu pé direito e depois com o esquerdo, trazendo o uke para baixo usando um movimento em espiral. A cadência é rápida: ichi/ni (um/dois).
- Tori senta o seu joelho esquerdo em frente à cabeça do uke impedindo-o de se movimentar para a frente.
- Tori comprime o braço do uke com a parte interior da sua perna direita, enquanto desliza a mão esquerda do agarro do cotovelo para cima.
- Tori substitui o agarro com a mão direita, pelo agarro com a mão esquerda, podendo assim aplicar a pressão sankyo, na imobilização final.
- Quando o braço estiver controlado contra o peito, tori pode baixar o seu joelho direito e colocá-lo contra a axila do uke.
- Tori comprime ambos os joelhos, fechando-os, e assim ajuda a controlar ainda mais o uke.
- Ao mesmo tempo, tori `afunda-se´ , gira o seu corpo, e comprime-o na direção da cabeça do uke.
- Tori levanta-se ao contrário, mantendo o zanshin.
Repetir do outro lado.
Dicas:
- Quando o tori colocar o seu braço direito para controlar o braço esquerdo do uke, é importante fazer uma rotação do tronco e pressionar o braço do uke para fora, para desequilibrar o uke e assim conseguir tempo para agarrar a mão dele. Neste ponto, é importante não tentar agarrar demasiada mão do uke; um agarro simples, do seu tegatana, é o suficiente.
- Quando tori torcer a mão do uke, é importante não dar um passo para a frente.
- Quando tori der os passos para trás, deve controlar o cotovelo esquerdo do uke, com a sua mão esquerda.
- O dai sankyo omote waza é normalmente feito com um atemi. O dai sankyo ura waza, e porque é um movimento que vai para trás do uke, não precisa de atemi.
- Porque o este sankyo é aplicado com ambas as mãos, não há necessidade de juntar a mão do uke ao nosso peito; aliás, aplicando dor através da torção com ambas as mãos, dá mais jeito afastar do nosso tronco.
- Se o uke tiver problemas de pulsos ou de dedos, convém avisar o seu parceiro.
Tori: Tristão da Cunha, 8º Dan
Uke: António Serra, 5º Dan
Filmagens: Rui Pessoa Pires
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Para se executar sankyo omote, é necessário saber o ikkyo omote bem.
- Tori e uke encontram-se de pé, frente a frente, em hidari hanmi.
- Tori baixa as ancas ganhando impulso para avançar, ataca a cara do uke com o seu tegatana esquerdo, ao mesmo tempo que avança na diagonal para a esquerda, com o seu pé esquerdo, rapidamente seguido pelo direito atrás.
- Uke defende-se do ataque do tori, com a sua mão esquerda.
- Tori, além de atacar e de se deslocar para a frente, agarra de imediato o cotovelo do uke, por debaixo, empurrando-o para a esquerda.
- Tori agarra o pulso do uke e corta o seu braço para baixo, numa espiral para a esquerda. Se necessário, tori ajusta o seu pé direito, para dar mais mobilidade às ancas, que roda de forma a que estejam paralelas ao braço do uke.
- Tori dá um passo por debaixo do corpo do uke, com a sua perna direita, e empurra também o uke para a frente e para baixo.
- Tori coloca a parte de baixo do seu ombro direito um pouco acima do ombro do uke.
- Tori roda o seu tronco para a esquerda de forma a desequilibrar um pouco o uke com a pressão exercida pelo ombro, para dar tempo para, com a sua mão direita, agarrar no cutelo e nos dedos da mão esquerda do uke.
- Tori coloca a mão do uke contra o seu peito.
- Tori dá um passo para a frente do uke com a perna esquerda e ao mesmo tempo aplica um atemi à cara dele com a sua mão esquerda. Ao fazer este movimento, tori torce a mão do uke contra o seu centro, provocando-lhe uma dor aguda.
- Se o uke se mover muito com a dor do sankyo, tori dá mais um pequeno passo com o pé esquerdo, para o seu centro (não se mostra aqui por causa da filmagem).
- Tori dá um passo para trás o pé direito e logo de seguida com o esquerdo.
- Tori, ao finalizar o passo para trás com o pé esquerdo, deve imediatamente baixar o seu joelho esquerdo e forçar o uke para baixo de forma a que o seu pescoço fique encaixado no joelho do tori.
- No final tori muda a mão que agarra o cotovelo para agarrar a mão do uke.
- Para mudar a mão, é bom que tori mantenha o joelho direito em cima fazendo pressão contra o braço do uke. Depois de mudar a mão, pode baixar o joelho e comprimi-lo contra a axila do uke.
- Tori, pressiona a mão do uke com a pressão sankyo, na direção da cabeça do uke e para baixo. A mão direita pressiona o cotovelo do uke contra o nosso corpo e também para baixo.
- Tori torce todo o tronco na direção da cabeça do uke.
Definição:
Sankyo: o terceiro princípio. Outro nome usado é kote hineri: torcer o pulso.
Dicas:
Saito sensei disse que quando o braço do uke é muito longo, devemos colocar a sua mão no nosso flanco de fora, impedindo assim que o uke baixe o seu cotovelo por cima do nosso ombro.
É importante manter sempre a pressão do sankyo durante toda a técnica, mesmo até depois de nos levantarmos.
Tori: Tristão da Cunha, 8º Dan
Uke: António Serra, 5º Dan
Filmagens: Rui Pessoa Pires
Não praticar sem a presença de um professor.
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O estudo do atemi com os joelhos para sankyo omote requerer lembrar algo que Morihiro Saito Sensei sempre dizia: baixar bem as ancas. Aliás, no livro "Takemusu Aikido", volume I, sensei escreveu na página 58 (82 na versão portuguesa/espanhola): "Manter as ancas numa posição baixa, é importante em todas as técnicas do aikido."
Tori e uke encontram-se de pé, frente a frente, na posição de ai hanmi. Ambos encontram-se em hidari hanmi.
- Tori inicia o movimento atacando a cara do uke com o seu tegatana esquerdo.
- Uke defende com a sua mão esquerda.
- Tori executa todos os movimentos da técnica shomen uchi dai sankyo omote.
- Logo depois de tori aplicar o atemi à cara do uke com a sua mão esquerda, dá um pequeno passo para a frente do uke com o seu pé esquerdo e imediatamente dá um passo para trás com o pé direito, "cortando" o braço do uke para baixo, ao mesmo tempo de torce a sua mão esquerda com sankyo. Nesta altura, dobrar bem os joelhos de forma a que o uke, que se desequilibra para a frente e para baixo, bata com a cara no joelho esquerdo de tori.
A mestre Mónica Sousa a aplicar o atemi com o joelho com a técnica de sankyo omote.
- Tori completa a técnica de Sankyo omote, dando um passo para trás e imobilizando o uke.
- Repetir para o outro lado.
Dicas:
Ao aplicar sankyo omote, nunca esquecer de agarrar firmemente a mão do parceiro e mantê-la junto ao peito. As senhoras podem colocar a mão no costado, evitando assim contacto com o peito, assim como também é aconselhável fazer isto com pessoas com os braços muito compridos.
Ao "cortar" o braço para baixo, agarrar imediatamente o cotovelo do parceiro e torcê-lo de dentro para fora e para baixo. Só assim é que o parceiro será desequilibrado para a frente e para baixo.
Tori: Tristão da Cunha, 8º Dan
Uke: Gil Vargas, 3º Dan
Filmagens: Rui Pessoa Pires
Não praticar sem a presença de um professor.
Todas as pessoas envolvidas nos nossos vídeos e livros técnicos, autorizaram por escrito a utilização das suas imagens.
Podemos aplicar atemi com os joelhos em muitas técnicas do aikido. A partir de agora iremos debruçar-nos sobre algumas destas técnicas escolhidas para estudos para os exames.
Tal como para empi uchi waza, o atemi com o joelho tem de ser executado com a perna bem dobrada. Caso a perna não esteja bem dobrada, poderemos magoar seriamente o joelho e também não haverá penetração do golpe. Então, para aplicar hizageri waza, dobrar a perna completamente, para que o joelho esteja bem saliente. Se o movimento for feito, como neste caso, com a perna de trás, o poder das ancas será adicionado à pancada, tornando-a mais poderosa.
Tori e uke encontram-se em ai hanmi. Ambos estão com migi hanmi.
- Tal como Nikyo ura, antes estudado, tori ataca com shomen uchi e executa nikyo ura waza.
- Depois de aplicar a pressão dolorosa ao pulso, "puxar" o uke, através da dor e de pressão exercida no seu pulso e antebraço, para o nosso centro.
- Encontrando-se o uke perto de nós com este movimento, aplicar rapidamente um atemi com o joelho direito à sua cara.
A mestre Mónica Sousa a aplicar hizageri waza
- Terminar imediatamente com o controle do nikyo ura básico.
- Executar a mesma técnica no outro lado.
No livro, "Sistema Técnico de Kyu da Associação Portuguesa Aikishurendojo", podemos encontrar mais detalhes destas técnicas, executadas pela mestre Mónica Sousa, a partir da página 96.
Definições:
Hiza: joelho
Hizageri: joelhada
Keri: pontapé
Dicas:
Enquanto executamos o atemi, é muito importante não relaxar a pressão que estamos a exercer contra o seu pulso.
Quando o aité receber a joelhada na cara, irá levantar a cabeça; aproveitar este movimento para dobrar o seu cotovelo com o tegatana esquerdo e rapidamente trazê-lo para baixo numa espiral, sem nunca largar a pressão do nikyo.
Todos os praticantes devem exercitar os seus pulsos antes de praticar este tipo de técnicas, de forma a diminuir o risco de lesões.
Tori: Tristão da Cunha, 8º Dan
Uke: Gil Vargas, 3º Dan
Filmagens: Rui Pessoa Pires
Não praticar sem a presença de um professor.
Todas as pessoas envolvidas nos nossos vídeos e livros técnicos, autorizaram por escrito a utilização das suas imagens
Tori e uke estão de pé. Ambos estão em ai hanmi, com hidari hanmi.
- Uke agarra ambos os ombros de tori, por detrás.
- Tori, mal sinta o agarro, baixa as ancas e aplica ushiro enpi uchi com o seu cotovelo direito.
- Tori dá um passo para a lateral esquerda, com o seu pé esquerdo e protege a cabeça com ambas as mãos.
- Tori baixa o ombro direito profundamente, enfia a cabeça por entre os braços do uke e dá um passo para trás, com o seu pé direito, mantendo sempre a mesma linha.
- Quando fizer este movimento, tori agarra a gola do uke com a sua mão esquerda.
- Tori dá um passo para trás com o pé esquerdo e coloca o joelho esquerdo no chão.
- Tori puxa a gola do parceiro e empurra o seu cotovelo esquerdo por debaixo, projectando-o.
- Tori mantém o zanshin.
- Repetir do outro lado.
Dicas:
Os agarros têm de ser bem feitos para se poder estudar a técnica de uma forma mais séria. Quando uke agarrar tori em ryokatadori, deve agarrar os ombros de lado, não por cima. Agarrar em cima dos ombros é considerado agarro ao pescoço e, também, não controla os braços do tori, permitindo um contra-ataque com os cotovelos ou mãos.
Ao aplicar ushiro enpi uchi, esticar o braço livre para a frente, para manter o balanço e esticar o corpo do parceiro um pouco para a sua frente, facilitando a aplicação do atemi.
Para poder passar a cabeça por entre os braços, é importante baixar muito bem o ombro; se não o fizer, a cabeça irá bater nos braços do uke e este poderá aplicar uma contratécnica.
Ao agarrar a gola, tori deve agarrar o lado direito da gola do uke, mas com o seu polegar para baixo. Ao projectar, este agarro será mais eficaz, pois não se soltará ao puxar.
Tori: Tristão da Cunha, 8º Dan
Uke: Gil Vargas, 3º Dan
Filmagens: Rui Pessoa Pires
Não praticar sem a presença de um professor.
Todas as pessoas envolvidas nos nossos vídeos e livros técnicos, autorizaram por escrito a utilização das suas imagens.
Oyo waza significa técnica aplicada. Henka waza é a variação de uma técnica. Com este kata, estudamos oyo waza e henka waza do kaiten nage soto mawari.
Ataque com o tegatana, ao pescoço do tori.
Tori e uke encontram-se de pé, frente a frente, em ai hanmi. Tori e uke estão ambos em hidari hanmi.
- Uke dá um passo para a frente com o pé direito, e ataca a parte lateral esquerda da cabeça do tori, com o seu tegatana direito.
Yokomen uchi à têmpura do tori.
- Tori, mal o uke se mova, avança com o seu pé esquerdo na diagonal para a esquerda.
- Tori cancela o ataque do uke, controlando o seu ataque com o braço esquerdo.
- Tori aplica age enpi uchi ao queixo do uke, com o seu cotovelo direito.
. Imediatamente depois do uke sofrer o ataque com o cotovelo, tori aproveita e agarra o pescoço com a mão direita e o seu pulso direito com a mão esquerda.
- Tori dá um passo para trás na diagonal com o pé direito e ajoelha o joelho direito.
- Tori projecta o uke com um sentimento de sutemi waza, puxando o pescoço do uke para o chão e empurrando o seu pulso por cima da sua cabeça.
- Tori mantém o zanshin.
- Repetir do outro lado.
Significados:
Age: vem do verbo 'ageru' (lê-se 'agueru'), que significa, elevar (também dar, como oferecer comida)
Age enpi uchi: um ataque com o cotovelo, de baixo para cima.
Oyo: aplicação
Oyo waza: técnica aplicada (normalmente mais rigorosa).
Age enpi uchi
Dicas:
É muito importante mover-se contra o ataque yokomen do uke, mal este se mexa. Um atraso irá dificultar o cancelamento/bloqueamento do ataque do uke.
Ao avançar contra o ataque yokomenuchi do uke, é importante baixar bem as ancas para que, no momento do contacto, o corpo do tori esteja bem solido.
É importante saber a posição de contacto entre os dois braços.
Contra atacantes mais altos, em vez de golpear o queixo do uke, podemos usar a mesma técnica para atacar o seu plexo solar.
Ainda que no kaiten nage normal se agarre o pulso do uke ao contrário, nesta versão, o pulso é agarrado 'naturalmente'.
Também, no kaiten nage normal agarra-se a cabeça o uke, mas aqui a variação exige que se agarre no pescoço com um "agarro-gancho".
Variação do enpi uchi, quando aplicado ao plexo solar
Por favor estudar bem a forma de golpear con enpi uchi, para evitar que, numa situação real, se lasmite o cotovelo. Treinar sempre makiwara como forma de fortalecer os ataques e atemi.
Tori: Tristão da Cunha, 8º Dan
Uke: Gil Vargas, 3º Dan
Filmagens: Rui Pessoa Pires
Fotografias: Tristão da Cunha. Participaram: Gil Vargas e Jorge Feio
Não praticar sem a presença de um professor.
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A segunda forma a estudar de enpi uchi para os exames de kyu que contêm atemi waza, é katatedori shiho nage omote waza.
Uke e dori encontram-se de pé, frente a frente, em gyaku hanmi. Tori está em hidari hanmi e o uke em migi hanmi.
- Uke move-se na direção do tori e agarra o seu pulso esquerdo, com a mão direita.
- Tori, mal o uke agarre o seu pulso, abre os dedos da mão e enche-a de ki.
- Tori sai fora da linha de ataque com o seu pé esquerdo e depois ajusta o pé direito, colocando-se a 90º com o hanmi do uke.
- Tori aplica um atemi à cara do uke. Em Baixo: possibilidades de atemi waza
- Enquanto o uke defende a cara do atemi, com a sua mão esquerda, tori imediatamente agarra, firmemente, o pulso direito do uke por debaixo.
- Tori torce o pulso do uke colocando pressão no tsubo da base do polegar to uke, com o seu polegar direito.
- Tori dá um passo para a frente com o seu pé esquerdo, passando por debaixo do braço do uke.
- Uke resiste contra este movimento e tenta puxar o seu braço direito.
- Tori aplica yoko enpi uchi às costelas do uke (verificar o ultimo atemi waza publicado aqui).
- Tori, com a mão esquerda, agarra a parte de fora da mão direita do uke, torce-a e gira 180º para trás.
- Tori desequilibra o uke e projecta-o.
- Repetir do outro lado.
Dicas:
É importante o praticante estudar os pontos de pressão, tais como o tsubo da base do polegar. Além de estudar a sua localização, deve também estudar o angulo de pressão e quanta pressão é necessária aplicar para torná-la eficaz.
Há outros pontos de pressão que podem ser aplicados nas costas da mão do uke, com os 4 dedos restantes da mão.
Embora se pratique passo a passo, a rapidez da implementação das técnicas é essencial, principalmente contra adversários de maior estatura e força.
Definição:
Tsubo: ponto de pressão
Tori: Tristão da Cunha, 8º Dan
Uke: Gil Vargas, 3º Dan
Filmagens: Rui Pessoa Pires
Fotografias: Tristão da Cunha. Participaram: Gil Vargas e Jorge Feio
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Kaiten nage é uma técnica simples e interessante. Esta técnica pode ser praticada em suwari waza, em hanmihandachi waza e em tachi waza.
- Tori e uke estão de pé, frente a frente, em gyaku hanmi. Tori está em hidari hanmi e uke está em migi hanmi.
- Tori oferece o seu braço esquerdo e uke agarra o pulso esquerdo de tori, com a sua mão direita.
- Tori movimenta o seu corpo para a frente, para o lado esquerdo, com tsugi ashi, usando o seu pé esquerdo.
- Tori aplica um atemi [seikenzuki ou uraken] à cara do aité. Aité defende-se desviando o atemi para fora, com a mão esquerda.
- Tori dá um passo para a frente, com o seu pé direito, passando por debaixo do braço direito de aité.
- Tori aplica yoko enpi uchi às costelas de aité.
- Tori gira o seu corpo para traz, pelo lado esquerdo ficando em hidari hanmi.
- Tori dá um grande passo para trás na diagonal. Com este movimento, tori estica o braço de aité e imediatamente controla a sua cabeça empurrando-a para baixo.
- Tori dá um grande passo para a frente, por debaixo do aité, com a sua perna esquerda e projecta o uke.
- Repetir do outro lado.
Definições:
Enpi: um tipo de pá. Enpiuchi: cotovelada
Kaiten: rotação; virar
Seikenzuki: murro directo
Uraken: golpe com as costas da mão
Dicas:
Quando se avançar para o lado direito de aité, é importante, ao movimentar o seu braço para trás, manter a sua mão no mesmo nível até o desequilíbrio começar, só então, levantar o seu braço. Não fazer um movimento brusco, para que o agarro de aité continue forte.
Ao rodar o corpo para trás, manter o seu agarro por cima da nossa cabeça, para assim se poder girar livremente por debaixo.
Depois de entrar e quando fizermos a rotação do corpo para trás, proteger o lado esquerdo da cabeça com a mão direita, pois nesta altura o aité pode desferir um ataque com o cotovelo.
Quando se controlar a cabeça do aité, pressioná-la para baixo e agarrar fortemente "enfiando os dedos no crânio".
Ao cair, é importante que o uke use yoko ukemi para evitar magoar-se.
Tori: Tristão da Cunha, 8º Dan
Uke: Gil Vargas, 3º Dan
Filmagens: Rui Pessoa Pires
Fotografias: Tristão da Cunha. Participaram: Gil Vargas e Jorge Feio
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A última técnica proposta neste conjunto de formas para treinar o tsuki waza é o Aiki Otoshi/Ashi Otoshi.
- Uke agarra ambos os ombros de tori por detrás, com a posição de migi hanmi. Tori também se encontra em migi hanmi, para um treino básico.
- Tori rapidamente olha para trás para discernir a posição do uke.
- Tori baixa as ancas e dá um passo com o seu pé direito para trás e para o lado direito, na diagonal, saindo fora da linha de ataque e desequilibrando o uke para a direita, assumindo a posição de kenkagoshi.
- Tori dá um passo para trás do uke com o seu pé esquerdo.
- Tori aplica um atemi com a mão direita ao pé direito do uke, usando "oniken" (conhecido no karate como "nakadaka ken").
Oniken ou nakadaka ken
- Tori empurra as ancas contra as pernas do uke, agarra ambos os joelhos um pouco por detrás pressionando-os um contra o outro.
- Tori empurra as suas ancas para a frente ao mesmo tempo que 'atira' os joelhos do uke para fora e um pouco para cima.
- Mal o uke caia, tori envolve o braço direito do uke com o seu braço esquerdo e aplica a pressão rokyo contra o cotovelo.
- Quando o uke se torcer para fora com a dor do rokyo, tori imediatamente coloca o seu joelho direito em cima das ancas do uke (irá depender do tamanho do uke e do tori), para impedir uma joelhada ou pontapé.
Tetsui uchi
- Tori aplica um atemi final ao plexo solar do tori, com tetsui uchi, com a intenção de quebrar o apendix xifoideu.
Dicionário:
Kenkagoshi: kenka= luta; goshi/koshi= ancas. Ancas de luta
É importante que o agarro 'ryokata dori' do uke seja correcto ou a técnica deixa de ter sentido. Ambos os ombros devem ser agarrados de lado e pressionados um contra o outro, de forma a impedir que o tori mova os braços para trás ou para a frente.
Ao sair fora da linha de ataque, é importante que o tori enrole os braços à volta do seu corpo, assumindo a posição de "kenkagoshi".
Ao dar um passo para trás do uke, é importante que o tori baixe muito as ancas, dobrando os joelhos.
Ao aplicar atemi contra o pé direito do uke, é importante que o tori se proteja de uma joelhada colocando e pressionando o seu joelho contra a perna direita do uke.
O professor irá ensinar o local para aplicar o atemi, mas também podem experimentar com os parceiros durante o jyu keiko.
Saber conjugar o movimento das ancas com o movimento de 'atirar' os joelhos do uke é essencial.
É muito importante saber acabar a técnica correctamente e, por isso, devemos aprender a aplicar bem o rokyo.
É importante manter sempre controle completo do corpo do uke, de forma a que não possa haver um contra ataque.
O atemi final, ao apêndice xifoideu, irá utilizar o tetsui uchi para quebrar este osso. Ao quebrar-se, o osso irá perfurar o diafragma com a possibilidade de também perfurar o fígado, resultando numa hemorragia letal.
A forma mais suave deste atemi - ao plexus solar - irá fazer com que o diafragma pare e que seja difícil respirar, o que fará com que o adversário pare o seu ataque.
Se se sofrer acidentalmente um destes ataques, deveremos inspirar profundamente e descansar.
Tori e uke encontram-se de pé, frente a frente em gyaku hanmi.
Uke está em migi hanmi e tori em hidari hanmi.
- Uke desloca-se para a frente e agarra o pulso esquerdo do tori.
- Tori, [abre os dedos da mão esquerda-Kuden] e, usando kokyu, enche o braço e a mão de Ki.
- Tori baixa as ancas e desloca-se com o pé esquerdo para a esquerda na diagonal, utilizando tsugiashi.
- Tori, ainda em movimento, executa imediatamente um atemi à cara do uke, com a sua mão direita, usando seikenuchi ou urakenuchi.
- Uke protege-se do atemi de tori com a sua mão esquerda, desviando o atemi para fora, para o lado direito.
- Tori desequilibra uke para trás, com o movimento da sua mão e do seu corpo e também com o murro à cara.
- Tori, com a sua mão direita, agarra a mão do uke por cima.
- Tori empurra o pulso de uke contra a sua cara [empurrar a mão do parceiro contra a sua orelha-kuden], ao mesmo tempo que avança para a frente do uke, com o seu pé direito.
- O uke, quando o parceiro se desequilibrar para trás, fica com o flanco direito exposto e é ai que o tori deve executar um atemi, usando seiken-zuki. O atemi deve ser aplicado às costelas flutuantes ou ao fígado, do lado direito e no lado esquerdo, às costelas flutuantes ou ao baço (para melhor compreender, estudar o posicionamento de ambos os órgãos, no corpo humano).
- Quando o uke se encolher com a dor do atemi, tori agarra o seu cotovelo com a mão esquerda e, com um amplo movimento espiral, desequilibra uke para baixo e para a frente.
- Tori dá um grande passo por debaixo do uke com o seu pé esquerdo e força-o para o chão.
-Tori imobiliza o uke, controlando o seu braço contra o tatami, num angulo de 90º em relação ao seu corpo. Este controlo é igual ao do shomen uchi dai ikkyo omote, com a diferença do agarro da mão.
- Tori mantém zanshin no final.
- Repetir para o lado contrário.
Definições:
Urakenuchi: Golpe com a parte de trás do punho. Ura: detrás, parte de trás. Ken: punho
Dicas:
É importante saber como agarrar a mão do parceiro. Para que se consiga agarrar bem a sua mão, primeiro dobramos a nossa mão para baixo, pois isto cria um espaço entre a palma do parceiro e a parte de trás da nossa mão. Desta forma podemos agarrar a sua mão com firmeza.
O movimento de empurrar a mão do parceiro na direção da sua cabeça, primeiramente deve ser feito com o nosso pulso dobrado, enchido de kokyu. Depois revirar a mão e usar o tegatana para pressionar o seu polegar na mesma direção.
No controle final, é importante que os dedos da mão do uke [apontem para a frente e para baixo-kuden].
Quebrar o apêndice xifoideu pode resultar em perfurações do diafragma e também do fígado, o que resultará numa hemorragia letal.
https://images.app.goo.gl/aouLZtZ44riomfzM9
Tori: Tristão da Cunha, 8º Dan
Uke: Gil Vargas, 3º Dan
Filmagens: Rui Pessoa Pires
Fotografias: Tristão da Cunha. Participaram: Gil Vargas e Jorge Feio
Não praticar sem a presença de um professor.
Todas as pessoas envolvidas nos nossos vídeos e livros técnicos, autorizaram por escrito a utilização das suas imagens.
Temos de ter cuidado ao executar todas as técnicas de aikido mas, no caso do koshi nage, um cuidado extra.
Koshi significa anca e nage significa projeção. Esta projeção requer um grande control para que tanto o uke como o tori não saiam lastimados.
Uke e tori encontram-se frente a frente, em ai hanmi.
- Ambos estão em migi hanmi
- Antes que uke comece o seu ataque, tori atira o seu tegatana à cara ou aos olhos do uke.
- Uke defende-se protegendo a cara com o braço direito.
- Mal o uke comece a sua defesa, já o tori saiu fora da linha de ataque para a esquerda, com o seu pé esquerdo. Tori ajusta o pé direito e puxa-o para a nova linha.
- Tori efectua imediatamente um segundo atemi às costelas de uke com a sua mão esquerda fechada (usando seiken-zuki, ipponken-zuki ou nakadakaken).
- Tori, usa a sua mão de ataque, que está em contacto com a mão direita do uke, para 'cortar´esta para baixo.
- Tori usa a mão esquerda para agarrar a mão direita do uke. Este agarro fica tipo sankyo.
- Tori dá um passo para o centro do uke com o seu pé direito ao mesmo tempo que passa a mão do uke por cima da sua cabeça.
- Neste ponto, tori desfere o terceiro atemi ao queixo ou ao nariz do uke, com seiken. Pode também usar teisho-uchi.
- Tori, com um movimento amplo, 'abre' o braço do uke para cima e na diagonal para fora: "Olhar na direção da mão do uke e dirigi-la para o canto onde a parede se encontra com o tecto." [kuden]
- Tori, desloca ao mesmo tempo o pé esquerdo, de forma a colocar o seu corpo em frente ao corpo do uke de forma a que "fazer uma cruz com o corpo do parceiro." [kuden]
- Tori dobra bem o seu joelho direito por fora do joelho do uke direito do uke, de forma a baixar bem as ancas.
- Tori carrega o uke nas suas ancas de forma a "carregar o centro do parceiro por cima do koshi-ita."
- Tori, sempre segurando a mão direita do uke com sankyo, desloca o peso do seu joelho direito para o esquerdo, roda as ancas para fora e projecta o parceiro contra o tatami.
- Tori mantêm o zanshin.
- Repetir para o outro lado.
Definições:
Ippon-zuki: 'murro' aplicado com o dedo indicador dobrado.
Koshi-ita: a parte de trás do hakama que é rígida com forma algo rectangular, e é assente na parte de baixo das costas.
Nakadaka-ken: uma pancada com o dedo médio dobrado.
Seiken: "murro apropriado" (murro normal executado com as juntas dos dedos).
Teisho-uchi: pancada executada com a parte de baixo da palma da mão.
Zuki: o mesmo que tsuki
Dicas:
Ao dar o passo para a esquerda com o pé esquerdo, ter o cuidado de não entrar demasiado, pois isto iria dificultar o próximo passo, que é para a frente do parceiro.
Ao agarrar a mão direita do uke em sankyo, ter o cuidado de não exagerar o agarro, pois a pressão do sankyo irá desenrolar-se com o prosseguimento da técnica.
Para executar bem o koshi nage, nunca podemos esquecer os kuden acima descritos.
O terceiro atemi deve ser aplicado quando se entra com o pé direito para o centro do corpo do parceiro.
Ao carregar o parceiro por cima das ancas, ter o cuidado de não o carregar nas costas, e de manter as costas ligeiramente levantadas, na diagonal.
Ao projectar o parceiro, manter a projeção sempre na linha das pernas.
Tori: Tristão da Cunha, 8º Dan
Uke: Gil Vargas, 3º Dan
Filmagens: Rui Pessoa Pires
Não praticar sem a presença de um professor.
Todas as pessoas envolvidas nos nossos vídeos e livros técnicos, autorizaram por escrito a utilização das suas imagens.
Uke e tori encontram-se frente a frente em ai hanmi. Uke encontra-se em hidari hanmi e tori também em hidari hanmi.
- Uke dá um passo para a frente com o seu pé direito, e ataca o lado esquerdo da cabeça de tori, com o seu tegatana direito.
- Tori, mal o uke se mexa, desloca-se rapidamente para a frente e para a esquerda com tsugi ashi e bloqueia o ataque do uke com o seu braço esquerdo, enquanto ataca o lado direito da cabeça ou pescoço do uke, com a sua mão direita.
- Num instante, tori deixa passar a força de ataque do uke e continua a deslocar-se para a frente, pelo lado direito do uke (o professor deverá ensinar o cruzamento de braços e mãos utilizado neste ponto).
- Tori, ao passar pelo lado do uke, aplica o segundo atemi desta vez com a sua mão esquerda fechada, tipo uraken, às costelas direitas de uke, fazendo com que este se dobre com a dor.
- Tori desloca-se ainda mais um pouco bem para trás do uke, agarra o seu colarinho com a mão esquerda e desequilibra-o contra o seu peito, ao mesmo tempo que aplica um atemi à cara (aos olhos, ao nariz ou à face), seja com teisho, kumade ou hiraken.
- Tori completa a projeção seguindo os movimentos de irimi nage ensinados anteriormente.
- Tori mantém o zanshin depois da projeção.
Repetir para o outro lado.
Dicas:
O bloqueio do ataque do uke é mais bem uma neutralização do mesmo. O ataque tem de ser neutralizado antes de ganhar poder. Por isso tori tem de agir rapidamente.
Tori nunca se deve esquecer de atacar, claramente, com atemi do seu tegatana direito.
Durante o treino, os uke muitas vezes comentem o erro de começar a proteger-se do futuro atemi do tori, mesmo antes de começar a atacar: isto é ridiculo.
Depois do tori bloquear o ataque o uke, durante o exame, o uke, que se protegeu do atemi do tori com a sua mão esquerda, deve deixar o tori colocar o seu tegatana direito no seu pescoço, de forma a que este possa mostrar ao examinador que sabe aonde é que o atemi é dirigido.
Não esquecer os princípios de Irimi nage.
Não esquecer de fazer kiai.
Tori: Tristão da Cunha, 8º Dan
Uke: Gil Vargas, 3º Dan
Filmagens: Rui Pessoa Pires
Não praticar sem a presença de um professor.
Todas as pessoas envolvidas nos nossos vídeos e livros técnicos, autorizaram por escrito a utilização das suas imagens.
- Uke aproxima-se por detrás e agarra tori com ushiro dori.
- Tori, mal sente o agarro, baixa as ancas e deixa-se cair um pouco para trás, fazendo peso morto contra o uke.
-Tori aplica um atemi com a parte de trás da cabeça, usando o osso parietal. Este atemi deve atingir o nariz e boca do uke.
- Ao mesmo tempo que aplica o atemi, tori enche os pulmões e movimenta os seus braços um pouco para fora formando um circulo, de forma a 'abrir' um pouco o agarro do uke.
- Tori rapidamente esgueira-se para baixo "como uma enguia foge do agarro" [kuden], rodando para a direita.
- Tori coloca a sua mão direita contra o joelho de trás do uke (joelho direito), e a mão esquerda agarra o seu tornozelo direito.
- Tori, com o seu tegatana direito, pressiona a parte interior do joelho do uke para fora e para baixo, desliza o seu pé direito profundamente por entre as pernas do uke, puxa o seu tornozelo, provocando um grande desequilíbrio e obriga-o a cair de costas.
- Tori, com o seu joelho direito, que está levantado, controla o interior do joelho esquerdo do uke pressionando-o para fora, pressiona o seu tornozelo contra o tatami controlando a sua perna direita e acaba desferindo um tetsui uchi à bexiga do uke.
- Repetir do outro lado.
Dicas:
Quando o uke agarrar tori, deve colocar a sua cabeça de lado para se proteger do atemi.
Ao esgueirar-se para baixo, é importante que tori se mantenha muito próximo do uke e até desloque o seu pé direito um pouco para dentro do hanmi do uke.
Quando se está em baixo, é importante saber como colocar as mãos na perna do uke e saber como se proteger nesta posição.
Tori: Tristão da Cunha, 8º Dan
Uke: Gil Vargas, 3º Dan
Filmagens: Rui Pessoa Pires
Não praticar sem a presença de um professor.
Todas as pessoas envolvidas nos nossos vídeos e livros técnicos, autorizaram por escrito a utilização das suas imagens.